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12/03/2020Cuidados com o gesso

Conhecido tratamento para fraturas, o gesso precisa de cuidados para se manter efetivo e seguro. Ortopedista pediátrica, Dra. Adriana Pazin conta que o processo começa na hora de fazer o gesso e segue até a retirada dele, quando o tratamento é concluído.

“É muito importante saber que o gesso tem que ser bem moldado, ele não pode ficar nem apertado, nem solto. Além disso, gesso grosso não significa gesso bem feito, há outros pontos que devem ser avaliados, como a quantidade de algodão usada, que deve ser o suficiente para proteger, sem excessos”, pontua.

Quando o paciente vai para a casa, os cuidados continuam e incluem a famosa recomendação de que ele não pode molhar. Quem nunca embalou ou viu um gesso embalado com sacola plástica! “De fato, o gesso não pode molhar e nem ser cortado em casa. Caso esteja machucando, a recomendação é que o paciente retorne ao serviço médico para avaliação”, orienta a especialista.

Um olhar cuidadoso facilita a observação de possíveis intercorrências. “É importante que os pais olhem para as extremidades do pé ou da mão para ver se a circulação está boa, se não há mudança de cor na pele ou inchaço que são sinais de alerta. Além disso, em caso de criança pequena, é bom saber que o pezinho ou a mãozinha não podem ‘sumir’ dentro do gesso, se o gesso estiver largo e ela conseguir fazer isso, pode acontecer da pressão ser feita em outro lugar e não onde deve”, pontua.

Aquela velha prática de coçar com uma agulha não é recomendada! “Pode machucar, a agulha pode quebrar lá dentro. Alerto e reforço que nada pode ser colocado dentro do gesso, já vi crianças que ficaram marcadas na pele como uma tatuagem por terem colocado moeda dentro do gesso, o níquel deixou esta marca, gesso é tratamento!”, diz Dra. Adriana.

Como criança é criança, uma brincadeira está liberada: desenhar no gesso. “Usar canetinhas para fazer desenhos ou escrever é algo que pode ajudar a tornar o tratamento mais leve”, diz. Outro ponto que pode ser avaliado é utilizar o gesso hidrofóbico. “Ele é mais leve, mais resistente e pode molhar, a única questão é que ele não tem cobertura dos planos de saúde, então, a família pode escolher se quer utilizá-lo ou não pela praticidade que ele traz ao dia a dia”, finaliza.

 

Dra. Adriana Pazin

CRM 14166 | RQE: 7574

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